O site na Internet anunciava:
“No dia 17 de agosto, será realizada a Meia
Maratona Internacional do Rio de Janeiro 2025. A 27ª edição do evento
contará com três distâncias, de 21,097km (meia maratona), 10k e 5k. Com
inscrições encerradas, a expectativa é que a prova reúna mais de 20 mil
corredores.
A largada da meia maratona acontece no bairro do Leblon, no cruzamento da Avenida Delfim Moreira e a Rua Cupertino Durão. Já o início das corridas de 5k e 10k será realizado no Aterro do Flamengo
Durante o percurso, os corredores passarão por alguns dos principais pontos turísticos do Rio, como as praias de Ipanema, Arpoador, Copacabana, Botafogo e Flamengo.”
Meu filho Francisco e seu filho Bruno se
inscreveram.
Admiro muito o hábito generalizado da geração dos meus filhos e dos meus netos de se exercitar (“malhar” e/ou correr) regularmente. Alguns, religiosamente, a ponto de sentirem a necessidade fisiológica dos exercícios – “o corpo pede”. Muito bom para eles e elas, pois aumentam a chance de uma longevidade confortável. Se muitos de meus contemporâneos, especialmente aqueles que tiveram atividades físicas (ginástica, corridas, futebol e outros esportes) estão chegando aos 90 anos, muitos da geração dos meus filhos chegarão bem aos 100 anos de idade. E a dos netos? Não faço ideia.
E, importante, esse fenômeno, é internacional.
Bruno, que completará 22 anos em setembro, está
fazendo seu curso universitário na França. Sua preparação começou lá, antes de
vir ao Rio, em julho, para as férias. Francisco, 60 anos em outubro, começou
antes, pois sua preparação exige mais cuidados.
Na sexta-feira, 15, foram buscar o kit da corrida
(camiseta, etc.) e, afinal, chegou o grande dia – domingo, 17, às dez para as
sete da manhã, estavam a postos, no Leblon, para a partida.
O grupo da família, no WhatsApp, recebeu algumas
ótimas fotografias dos dois corredores. Nas duas fotos seguintes, a passagem
dos dois corredores por Ipanema:
A seguir, como descrição de sua corrida, nada melhor
do que o texto que o Francisco escreveu e enviou ao grupo, após o comentário de seu
irmão Cássio: "Lindas essas fotos. Que delícia correr pelo Rio de Janeiro todo
assim!”
Francisco:
“Nem fala! Muita emoção… o cheiro da maresia matinal na Praia do Leblon me fez lembrar a nossa infância. Correndo pelo Leblon e Ipanema com as pessoas iniciando o seu domingo praiano. Ao chegar em Copacabana sinto a mudança do visual da praia e das pessoas - a mistura do Domingo Praiano com o pessoal que varou a madrugada nos bares e inferninhos. A foto na frente do lendário Copacabana Palace é clássica e remeteu-me a uma Copacabana de outros tempos.
Chegando
na Princesa Isabel em direção ao Túnel deu uma embolada entre os corredores e
as pessoas iniciando o seu domingo praiano e com os barraqueiros levando as
suas mercadorias para a praia. Passando
os dois túneis assim com várias ultrapassagens e obstáculos a Enseada de
Botafogo proporciona uma ideia de espaço mais aberto. O Cristo de um lado e o
Pão de Açúcar do outro.
A brisa
não é a mais mesma e chegando ao quilometro 10 converso com o corpo e vejo que
o “pace” está adequado. Passo pelo
Monumento dos Pracinhas e vejo a chegada do outro lado. Sinto uma sensação de estar perto da chegada,
converso com o meu corpo e aumento a passada. Passo pelo MAM, Albamar e entro no túnel.
Uma descida que aproveito para continuar com a
passada aberta. Faz uma curva e volto na
subida do túnel. A subida faz o corpo
dar o primeiro alerta que o quadríceps está sentindo o esforço no quilômetro
19. Do túnel sigo em direção à rua
paralela à Marechal com prédios antigos perto do Castelo. Curva feita e volto para o Aterro para
enfrentar mais uma subida e o quilômetro final. Nesse momento o público nos
dois lados gritando, o quadríceps endurecendo e passo pelo quilômetro 20. Nesse momento abro a passada e vou assim até
o final. A multidão gritando, as pessoas felizes e vejo alguns corredores
extenuados, com dores e com bolhas. Chego bem com o fôlego em dia com aquela sensação que podia
ter corrido mais rápido se não fosse a carcaça e as dores musculares recentes
na lombar e na lateral do joelho. Eu faço um “cool down” e o quadríceps
agradece. O sol lindo com uma
temperatura amena para o Carioca é para agradecer também. Dou uma alongada
breve nele e verifico as batatas. Tudo certo. Vejo muitos turistas domésticos e
internacionais. Desde há muito tempo, pessoas vêm de fora para correr aqui.
Encontro o Bruno e a sua felicidade me emociona. Pego a medalha. Adoro desafios. Gratidão por ter dado tudo certo. Aí foi o
momento de comemorar com a Simone e o
Bruno.”
As fotos das chegadas ilustram muito bem a
satisfação de ter vencido o desafio:
E a foto dos dois
com as medalhas já é histórica para a família.
No final, a Simone, que acompanhou a corrida, foi
encontrar o marido e o filho.
O evento, altamente emotivo para os três, com um reflexo de felicidade em toda a família, levou o pai e avô, nonagenário, orgulhoso, a fazer esta reportagem.
Washington Luiz Bastos Conceição
Que legal! Apesar de sempre ter frito alguma atividade física, corrida nunca foi a minha praia. Gosto de andar, andar rápido, mas correr não. Parabéns aos atletas!
ResponderExcluirDa prima Thaís: Palmas para esses esportistas tão dedicados 👏🏻👏🏻👏🏻
ResponderExcluirMuito boa a reportagem, muito legal ver o Chico e o Bruno completando o mesmo desafio e muito bom ver o sorriso da Simone com os dois! Demais a história e a leitura da reportagem! 👏
ResponderExcluirDo amigo Horácio: Excelente sr. Washington. Belo texto sobre o filho e neto por quem tenho imensa amizade e carinho . Forte abraço.
ResponderExcluirDe meu filho Cássio: Muito bem reportado, pai! Fica assim registrado para a posteridade.
ResponderExcluirDe Jurema, minha filha: Pai, excelente a sua crônica! O seu relato, a edição texto e fotos, muita emoção mesmo! Fran e Bruno, eternizaram esse momento! Simone tb! Viva o nucleo urca!
ResponderExcluirDo amigo Ricardo: Que maravilha!!! Pai e filho correndo juntos. Muito legal.
ResponderExcluirParabéns para eles e para vc por registrar tudo com esse
orgulho de pai e avô.
Da prima-sobrinha Lígia: Li a crônica e adorei. Fran herdou o talento para escrever do Tio Washingnton, né ? Realmente, o Rio de Janeiro tem um Flair todo especial e as fotos são sensacionais.
ResponderExcluirDo primo António Augusto: Washington: Orgulho justificado pela ótima performance dos descendentes. Parabéns a eles e a você!!
ResponderExcluirDa cunhada Ciumara: Alguém da família dizia que os Conceição tem o sangue do herói Tiradentes. Parabéns aos esportistas e aos escritores da família.
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