domingo, 7 de fevereiro de 2016

“WhatsApp”

Em junho do ano passado, publiquei aqui a crônica “What is up?”. Nela, comentei o uso da nova forma de comunicação digital, por celular, confessando que, apesar dos parentes e amigos já terem embarcado “com armas e bagagens” na nova modalidade de troca de mensagens, eu ainda não tinha o “WhatsApp”. Na verdade, não tinha nem o telefone esperto (que tal a tradução, cara leitora ou caro leitor?).
Pois bem. Em julho, adquiri, devidamente orientado por minha filha, um “smartphone” considerado de qualidade e com a capacidade adequada para o uso que se pode fazer de um aparelho deste tipo, inclusive ler e-books (conforme já faz, há algum tempo, meu amigo Toni).
Não deu outra: hoje sou um usuário quase viciado no tal “WhatsApp” e venho comentar a observação que tenho feito de seu uso pelas pessoas com quem me comunico.
Em primeiro lugar, observo que o uso é eminentemente social. Os parentes e amigos “conversam” o tempo todo mediante mensagens, de maneira assíncrona (pois não é requerida a presença do destinatário na outra ponta no momento do envio), mas com um aviso “on line”. Organizam grupos e tratam dos assuntos mais diversos dentro de cada grupo. E haja papo, fotos, figurinhas (“emojis”), vídeos e “links”. Em cada grupo, as conversas se cruzam, às vezes um dos participantes responde uma pergunta feita algumas mensagens atrás e o diálogo fica cruzado. Uma qualidade muito importante é o alcance: por exemplo, meu segundo filho, que mora na Califórnia, está no grupo da família e entra na conversa o tempo todo (antes, nos e-mails, era lacônico); em seu aniversário, todos o cumprimentamos pelo “WhatsApp”, e alguns ainda telefonaram para ele – usando o aplicativo.
É muito divertido, mas também muito útil quando se trata de assuntos sérios. Por exemplo, a comunicação com os médicos, pois, conforme sua especialização e a condição do cliente, ficam (eles ou elas) disponíveis no aplicativo. Resulta um acompanhamento muito eficiente.
Ao me tornar usuário do novo sistema (“smartphone” mais “WhatsApp”) passei a compará-lo aos outros recursos que uso para a comunicação. Dentre as redes sociais, uso o Facebook, de uma forma bem limitada, após ter fugido dele por muito tempo; não sabia – e ainda não sei – manejá-lo satisfatoriamente. Contudo, resolvi ampliar minha comunicação com os amigos e gosto que ele me lembre dos aniversários.
Para a correspondência em geral, pessoal e de negócios, continuo preferindo o e-mail, por sua forma de comunicação assíncrona e por ser registrada no computador, facilitando seu controle (e, também, investigações policiais, mas isto não é preocupação minha). Permite, ainda, anexar todo tipo de arquivo.
Agora, em termos de “conversa” intensa, frequência e rapidez das mensagens – tanto quanto os interlocutores quiserem – o “WhatsApp” é ideal. Os assuntos, a redação das mensagens, as fotos, as figurinhas, dependem de cada um – é o que acontece com a conversa face a face.
E mais, pelo fato de ser usado em um aparelho portátil, que acompanha as pessoas o dia inteiro, é muito eficaz.

Ao finalizar a crônica “What is up?”, que mencionei acima, escrevi:
“Recebemos, uma semana atrás, o telefonema de um amigo com quem não falávamos há anos. Jovem, da geração de meus filhos, mora no Pará. No final da conversa, pediu o “meu” "WhatsApp” e respondi que ainda não o tenho. Naquele momento, decidi: passarei, em breve, a usar um “smartphone” e os respectivos aplicativos de comunicação.”
Se alguém me perguntar “What is up?”, vou responder, todo prosa: agora tenho meu “WhatsApp”.”

Pois é, agora tenho o “meu” “WhatsApp” e estou muito satisfeito com ele.

Washington Luiz Bastos Conceição